quarta-feira, 29 de junho de 2016

macramé

Antes, um pau encontrado na floresta e uma meada de fio-de-prumo comprada numa loja de materiais de construção. Depois, alguns, poucos, pontos de macramé dos quais ainda me lembro desde os tempos da disciplina de trabalhos manuais. Nada tão glamoroso como os trabalhos da Ana Morais!




quinta-feira, 5 de maio de 2016

não há espiga

Este ano, ao contrário dos anteriores, não fomos ao campo apanhar a espiga. 
A espiga veio ter connosco à cidade.




terça-feira, 12 de abril de 2016

quase, quase

Há um ano estava quase tudo pronto, faltavam acertar alguns detalhes como pôr quadros na parede, um ou outro candeeiro, toalheiros nas casas de banho... Trabalhos rápidos que se têm tornado lentos por "incompatibilidade de calendário". Mas está quase, quase. Aqui fica o pormenor da parede verde spirulina na sala, com uma selecção de molduras, fotografias e pinturas de herança familiar. A mesa e as cadeiras já faziam parte da sala, a grande vitrina, agora cheia de livros, veio do escritório.






quinta-feira, 7 de abril de 2016

ilustrarte 2016

Fomos lá pouco tempo depois da abertura. Publico agora algumas fotos, pouco tempo antes do final da exposição, a 17 de Abril. Ainda há dez dias para visitar a Ilustrarte 2016, este ano com a retrospectiva de Serge Bloch (imagem do elefante).






terça-feira, 1 de março de 2016

animais do campo e da cidade

Águias, abelharucos, cegonhas, poupas, pirilampos, saca-rabos, coelhos e raposas foram a fauna abundante durante os mais de cinco anos que vivemos no campo a tempo inteiro. Bastava sair de casa e lá dávamos com os abelharucos a alimentar os filhotes, as cegonhas à procura de lagostins no ribeiro, uma cobrita a tomar o pequeno-almoço. Isto já sem contar com os rebanhos de cabras e ovelhas que muitas vezes se atravessavam no caminho e dos quais ríamos e chamávamos engarrafamentos. Por vezes uma ovelha tresmalhada pernoitava por ali perto e ouvíamos o balir assustado durante toda a noite.
Mas embora sejam interessantes o suficiente para a Disney, que lança esta semana um filme cujos protagonistas são uma coelha e uma raposa - Zootrópolis - estes bichos nunca encheram as medidas do Gaspar, o meu filhote agora com nove anos. Muitas vezes me pediu para ir ao Jardim Zoológico, ver os animais 'diferentes'. Queria ver os animais de grande porte, a girafa, o elefante, o rinoceronte, o leão, o tigre, enfim, daqueles que não aparecem nas charnecas ribatejanas.
Quando mudámos para a cidade ficou prometida uma ida ao Zoo. E como o que é prometido por uma mãe tem que ser cumprido, sob pena de cair em desgraça para sempre, lá fomos ao Zoo. Fomos num dia de Dezembro, daqueles em que a luz acaba por volta das cinco horas. Como ia ser um dia em cheio, pensei que talvez fosse melhor ir só depois de almoço. Seguimos de barriguinha cheia, mas com um lanche, não fosse a fome apertar.
O comportamento duma criança à entrada num zoo é mais ou menos o que tem numa loja de doces. Quer tudo! Os animais de grande porte ficaram logo esquecidos quando anunciaram o início do espectáculo dos golfinhos e o lanche desapareceu entre piruetas no ar e fotografias. Depois dos golfinhos veio o teleférico, mas não deu para ver quase nada porque os bichos estavam todos recolhidos, provavelmente também a lanchar. Depois do teleférico quis ir ver os répteis. Depois chegou outra vez a fome.
 "Mamã há um McDonalds à entrada, vamos lá? Estou cheio de fome". Para ir a esse famoso restaurante tivemos que sair do Jardim, mas podíamos sempre voltar a entrar porque nos fizeram uma marca no braço. Enquanto comia um hambúrguer com vista para o lago dos crocodilos fazia planos para os próximos animais a ver: a girafa, o elefante, o rinoceronte, o leão, o tigre, etc. Mas quando esticámos o braço para voltar a entrar o Zoo já estava encerrado. "Mas como é que o tempo passou tão depressa?" Perguntava o Gaspar. Não sei, mas temos que voltar, afinal nem sequer vimos a girafa, o elefante, o rinoceronte, o leão, o tigre...
A diferença entre campo e cidade faz-se também nestas pequenas coisas. Os animais até podem ser mais pequenos, embora também os haja grandes como o burro, as vacas ou os cavalos, mas o tempo, esse bem tão escasso na cidade, no campo parece não ter fim.





terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

caracóis artesãos

Adoram dias húmidos e frescos. O seu apetite voraz, nesses dias, leva-os a consumir cerca de 40% do seu peso, principalmente durante a noite. São herbívoros e por onde passam devoram tudo o que é verde com a sua rádula, uma espécie de língua com a qual cortam as plantas.
Estes ainda são bebés, nota-se pelo tamanho e pela carapaça mole. Só se tornarão adultos daqui a três anos, se entretanto resistirem ao ataque dos predadores como os pássaros, as cobras, os ratos ou as pessoas que os apanham para os comer, depois de os confeccionar.
Se forem mesmo muito resistentes podem chegar aos 10 anos de vida. Entretanto pode ser que vão aperfeiçoando esta técnica que transforma da noite para o dia uma simples folha numa bela peça de bilros.